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A desigualdade no sistema de adoção quanto a adoção de crianças negras, deficientes e em casos de adoção tardia no município do Rio de Janeiro

A adoção como qualquer outro tema no âmbito jurídico teve sua evolução histórica que veio desde os antigos códigos e ordenamentos e conforme foi se dando as necessidades da sociedade, evoluiu e chegou ao nosso ordenamento brasileiro. Inicialmente a adoção veio em favor dos casais que não podiam ter filhos e eram mal vistos pela sociedade, em época existia uma grande preocupação com a índole dos adotados, pois se achava que por não serem filhos de sangue, poderiam tentar contra
os pais adotantes, que eram vistos como heróis pelo ato. Pouco se falava sobre os
direitos e deveres da criança e adolescente, muito menos sobre a responsabilidade afetiva que a família tinha com a criança ou adolescente. Com a Constituição Federal de 1988 e o Estatuto da Criança e do Adolescente, os adotados começaram a ser vistos como cidadãos de direitos e o ato da adoção começou a ser visto como ato solidário de direito do adotado e do adotante. Infelizmente, mesmo com uma grande
evolução e as tentativas do Estado em tornar o processo de adoção o mais justo possível, ainda temos uma grande problemática que assola o tema adoção, que é a preferência dos adotantes na hora de escolher qual criança ou adolescente irá adotar, como cor da pele, idade e etc. Entre a lista de crianças que não são preferência na hora da escolha dos adotantes temos as crianças e adolescentes com deficiências físicas e mentais, com doenças infectocontagiosas, negras, com idade avançada. Com essa preferência social em determinadas crianças, o número de adotantes na
lista de espera para adotar só cresce, enquanto as crianças que são rejeitadas permanecem na lista sem nenhum pretendente.



Palavras-chave: adoção; família; criança; adolescente; preconceito.

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ISSN: 2446-9467 QUALIS NÍVEL B5 (2015) em Educação Física -  Educação - Interdisciplinar

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