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A DOENÇA RENAL CRÔNICA E SUAS IMPLICAÇÕES NO CONTEXTO
FAMILIAR DO PACIENTE
Esse trabalho objetivou desenvolver uma demanda existente na Psicologia
da Saúde, no que tange às implicações no contexto familiar entre pacientes
crônicos e seus cuidadores (grifo nosso), tendo como referencial teórico a
Psicologia da Saúde.
Foram realizadas entrevistas semi-estruturadas com quatro pacientes e seus
familiares, de cunho qualitativo, aplicando a metodologia exploratório-descritiva,
tendo sido utilizada, principalmente, a revisão bibliográfica de artigos, documentos
por meios eletrônicos, livros etc, articulando-os com as entrevistas realizadas.
O autor principal em destaque em todo esse trabalho foi Valdemar Augusto
Angerami-Camon. Organizador de diversas obras, bem como “E a Psicologia
entrou no Hospital” (2012), que teve sua primeira publicação em fevereiro de 1998,
que já nesse momento entendia a importância de revelar o trabalho do Psicólogo
no hospital, buscando a humanização do paciente, compreendendo os aspectos
emocionais presentes no processo do adoecer, ajustando todos esses aspectos
numa psicodinâmica familiar e doenças crônicas, em um conjunto de atores que
são os cuidadores, que muitas vezes são os próprios familiares. Outras obras de
Angerami-Camon aqui citadas foram: “Psicologia Hospitalar – Teoria e prática”
(2011), “Atualidades em Psicologia na Saúde” (2004), “Psicologia da Saúde” (2011)
e “Psicossomática e Suas Interfaces - O processo silencioso do adoecimento”
(2018).
Para uma melhor compreensão acerca da temática abordada, o presente
trabalho foi dividido em três capítulos, onde no primeiro trouxemos uma
apresentação sobre o paciente renal crônico, do diagnóstico ao tratamento
hemodialítico, diferenciando Doenças Crônicas e Doença Renal Crônica (grifo
nosso), o estadiamento da DRC - Doença Renal Crônica, os sintomas da Doença
Renal, quais estratégias de prevenção para a DRC nos pacientes sob o risco de
desenvolver a doença, como poderiam ser usadas essas estratégias, qual o
impacto quanto ao recebimento do diagnóstico, a hora do recebimento do
diagnóstico de Insuficiência Renal Crónica, estratégias de prevenção da
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progressão (grifo nosso) da DRC; como se dá o desenvolvimento do tratamento em
todas as modalidades, bem como a qualidade de vida na IRC de adultos e idosos.
Angerami-Camon (2012) apresenta uma forma de solução psicológica no
processo do adoecer organicamente, ou seja, como estaria o humor do paciente
em relação ao adoecimento natural de seu organismo, a hospitalização e à vida,
diante da evidência de não mais existir, quer este fato esteja próximo ou não no
tempo físico. Lembrando que nessa situação a ansiedade apresentada é algo que
foge muitas vezes da normalidade psicológica (ANGERAMI-CAMON, 2012, p.181).
Qual seria então, a solução diante do morrer? Do não mais existir? Do
rompimento obrigatório com a vida? A OMS destaca que o profissional deve usar
de estratégias para levar os indivíduos a buscarem seu bem-estar físico, mental e
social, frente o viver e o morrer (OMS, 1948).
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