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A ENVOLVENTE CONEXÃO ENTRE NARRATIVA, MEMÓRIA E MONÓLOGO INTERIOR: CLARICE LISPECTOR EM “RESTOS DE CARNAVAL”, UM OLHAR SOBRE A SUA INFÂNCIA
Em muitas das obras de Clarice Lispector são possíveis notarem-se características particulares da autora e para tanto, foi escolhido como corpus deste trabalho o conto Restos de Carnaval da obra Felicidade Clandestina. Narrativa, memória e monólogo de interioridade são inter-relacionados com o intuito de contar situações de sua infância a partir de um dado acontecimento: o carnaval de Recife. A sua escrita é pertinente, complexa, confusa, intimista e com traços que refletem o seu psicológico/interioridade mais intima. O objetivo primordial deste estudo é analisar a inter-relação entre ficção e memória no jogo de linguagem utilizado por Clarice. E em especifico, identificar a formação do monólogo de interioridade, como é estabelecido e compreender a sua relação com a construção da narrativa. Como embasamento teórico, faz-se uso de estudiosos como: BARBOSA; MORAES (2007/2008), CANDIDO (1999), FOUCAULT (1992), FASCINA, MARTHA (2015), FELICIDADE CLANDESTINA (1998) e HUMPHREY (1976). Esta pesquisa se caracteriza e se apoia no procedimento técnico da pesquisa bibliográfica, de uma abordagem qualitativa e do método de análise indutivo. Os resultados obtidos foram positivos, uma vez que a leitura critica e sistemática da obra de Clarice Lispector desperta no leitor o interesse em contemplar a si mesmo a partir da imagem e essência da escritora. Logo, por meio do corpus e das especulações teóricas é possível compreender que as escritas de Clarice é, sem dúvidas, um despertar de mundo e, sobretudo, uma abertura de caminhos para o olhar interior.
PALAVRAS-CHAVE: Clarice Lispector. Restos de Carnaval. Monólogo de Interioridade.
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