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A HISTERIA EM PALCO: UMA SATISFAÇÃO ÀS AVESSAS
O propósito deste trabalho é conceituar a neurose histérica a partir dos principais
textos psicanalíticos, aqui se utiliza o método de pesquisa bibliográfica centrada na
clínica psicanalítica deste sintoma. No primeiro momento conceituaremos a histeria,
que a partir da clínica psicanalítica, contribui para elaboração e interpretação deste
intrincado enredo que envolve o sujeito. Percorremos pelo campo das pulsões no
psiquismo e seu encadeamento com o sintoma na neurose, desenvolvendo-se de
forma estrutural especificamente na histeria. No qual o sujeito é o ser insatisfeito a
partir do seu desejo em relação ao outro, em que rege tanto a satisfação, como
também seu sofrimento. Compara-se por fim o sintoma e a relação com o Manual
Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais - DSM. A desaparição da histeria
no DSM está ligada diretamente a construção de uma clínica, que não mais aborda
o sentido do sintoma, existe um foco atual em uma clínica orientada para uma
ideologia medicamentosa que não ouve o significado do sintoma histérico. A
psicanálise surge a partir dos estudos da histeria, é de se imaginar que um declínio
da importância da psicanálise para a psiquiatria implica na desaparição do próprio
sintoma que lhe deu origem, ou seja, de não ser mais considerado, que um homem
máquina vem substituindo progressivamente o sujeito desejante dentro da clínica,
gerando um apagamento deste desejo, que convergia com o sintoma do paciente
histérico, e que neste contexto o significado de uma clínica da palavra desaparece
junto com a negação da histeria. Porque se a histeria trouxe consigo a possibilidade
do sujeito falar sobre si e seus desejos, então acompanhando o desaparecimento
da histeria, a ausência da própria participação do sujeito no seu tratamento, na sua
implicação capaz de dar sentido aos seus sintomas. Contudo, teremos então, uma
clínica sem sujeito.
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