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A mulher, o HIV/AIDS e as Representações Sociais
Esta monografia consiste em uma revisão bibliográfica de caráter qualitativo e uma
pesquisa de campo, em que concentrou seus interesses em compreender como se
dá o fenômeno do HIV e da AIDS acerca do paradigma feminino. Além disso,
discutisse a responsabilidade do senso comum na criação das representações sociais
sobre a AIDS no percurso histórico do vírus até o Brasil, a questão da feminização
neste processo ao longo do tempo e os principais efeitos que tornam as mulheres
como um grupo vulnerável em face desta realidade. Os conceitos utilizados neste
trabalho acadêmico foram os da representação social e as contribuições dos órgãos
público oriundos do SUS, além de outros autores de considerada relevância
acadêmica visando ampliar as discussões propostas e criar um desenvolvimento que
alcance as assertivas em destaque no decorrer desta dissertação. Assim, o texto
levanta ainda uma discussão sobre como se deu a feminização do HIV /AIDS e quais
os fatores que contribuíram para esse fenômeno, além de apresentar uma pesquisa
do olhar feminino com as suas vivências após diagnóstico de HIV positivo e assim
buscar compreender como essas mulheres se veem representadas e acolhidas
socialmente de acordo com a subjetividade de cada uma e entender como elas
elaboram o fato de estar positiva para o HIV. Desta forma, se conclui que a mulher
atualmente ainda lida com a falta de informação e os reflexos do adoecimento e
enfrentam o preconceito e o estigma pela construção social vigente acerca do HIV
pautada pelo desconhecimento e o medo. O Sistema Único de Saúde disputa como o
ponto de partida para um aumento da eficácia do tratamento de todos os indivíduos
com HIV/AIDS, incluindo as mulheres, enquanto que a atual pandemia se mostra um
empecilho no acesso aos medicamentos e à adesão ao tratamento. Quanto à
feminização, destacam-se como os fatores mais desafiantes a desigualdade social e
de gênero.
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