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A PRESENÇA QUE CURA: REFLEXÕES SOBRE O CUIDADO DE ENFERMAGEM NA FINITUDE, MANEJO DA DOR E QUALIDADE DE VIDA
Introdução: O cuidado a pacientes em fase terminal exige uma abordagem humanizada focada no alívio do sofrimento. O enfermeiro desempenha papel central na promoção do conforto através de intervenções adequadas. Objetivo: Compreender as práticas de enfermagem em cuidados paliativos voltadas para o manejo da dor e a promoção da qualidade de vida em pacientes terminais. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura realizada nas bases LILACS, BDENF, SciELO e Google Acadêmico. Foram incluídos artigos completos em português, publicados entre 2019 e 2026, que respondessem à questão norteadora. A seleção seguiu o modelo PRISMA, resultando em uma amostra final de 13 artigos. Resultados e Discussão: A literatura indica que o manejo eficaz da dor em cuidados paliativos transcende a analgesia farmacológica, englobando a presença terapêutica, a comunicação empática e a avaliação multidimensional (conceito de dor total). Evidencia-se que os cuidados paliativos representam redirecionamento do foco para o conforto, a dignidade e o acolhimento integral, cabendo à enfermagem papel estratégico. Os principais desafios incluem déficit de conhecimento na avaliação da dor, falhas na comunicação, escassez de protocolos, lacunas na formação e dificuldades emocionais da equipe. A espiritualidade e os aspectos éticos emergem como dimensões inseparáveis da assistência. Conclusão: Conclui-se que o papel do enfermeiro é determinante para a qualidade de vida na terminalidade. A “presença que cura” manifesta-se por meio do cuidado integral, que ressignifica a experiência da finitude, exigindo capacitação contínua e suporte institucional para superar os desafios inerentes a essa prática.
Descritores: Cuidados Paliativos; Manejo da Dor; Qualidade de Vida.
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