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EDE UNICSUL |
A relação trabalho-tempo como produtora do sofrimento docente:
um estudo preliminar
O trabalho é atividade presente nas sociedades em todos os tempos, contudo, ao longo
da história, tem sofrido modificações em sua organização. A Revolução Industrial do século
XVIII trouxe profundas transformações estabelecendo uma nova divisão social do trabalho. A
partir do taylorismo, a otimização do tempo de trabalho e a produção em série nas linhas de
montagem foram as estratégias usadas para alavancar a produção com vistas ao consumo.
Todas as transformações ocorridas no mundo trabalho, especialmente a partir do advento da
indústria, influenciaram intensamente as relações sociais, produzindo reflexos também na
saúde do trabalhador. O ambiente de trabalho e as formas de organização do trabalho são
geradores de tensão capazes de produzir sofrimento. Este, por sua vez, se manifesta de
variadas formas e, na maioria dos casos, impossibilita o trabalhador de exercer sua atividade.
Em vista disso, o presente trabalho tem por objetivo discutir o sofrimento docente na
contemporaneidade a partir das mudanças ocorridas na lógica do trabalho. É sob a perspectiva
da sociologia crítica que a presente pesquisa se delineia como um estudo psicossocial,
buscando compreender como a dimensão do tempo na contemporaneidade e sua relação com
o trabalho afeta a vida do trabalhador. E mais especificamente, como as mudanças da lógica
do trabalho docente se configuram como indicadores do sofrimento.
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