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EDE UNICSUL |
ALEITAMENTO MATERNO PROLONGADO E SEGURANÇA ALIMENTAR: CONTRIBUIÇÃO DO ENFERMEIRO NA SAÚDE MATERNO-INFANTIL
O presente estudo analisa os fatores que influenciam a prática e a continuidade da amamentação prolongada e os seus impactos na saúde materno-infantil, com foco na atuação do enfermeiro. Caracteriza-se como uma revisão integrativa da literatura, de abordagem qualitativa e caráter descritivo-exploratório, com levantamento bibliográfico nas bases de dados SciELO, BVS, LILACS e PubMed, cobrindo o período de 2018 a 2026. A amostra final foi composta por 9 artigos científicos. Os resultados evidenciam que o aleitamento materno prolongado oferece benefícios imunológicos, neurológicos e nutricionais consistentes, atuando como estratégia de segurança alimentar. Crianças amamentadas por períodos mais longos apresentam maior quociente de inteligência, melhor desenvolvimento cognitivo e menor risco de doenças infecciosas e crônicas. Para a mulher, a prática reduz o risco de câncer de mama e ovário, diabetes tipo 2 e hipertensão arterial. Barreiras de ordem social, cultural e econômica — como o retorno precoce ao mercado de trabalho, a ausência de serviços de apoio à lactante e o julgamento social — representam obstáculos centrais à sua manutenção. Conclui-se que a atuação humanizada e educativa do enfermeiro na Atenção Primária é indispensável para mitigar dificuldades clínicas, fornecer suporte emocional, desconstruir preconceitos e promover o empoderamento materno, contribuindo para a adesão continuada a essa prática protetora.
Descritores: Amamentação prolongada. Aleitamento materno. Saúde materno-infantil. Enfermagem.
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