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Carfilzomibe associado a dexametasona na terapêutica do meloma múltiplo
O mieloma múltiplo (MM) ocupa o segundo lugar entre as malignidades
hematológicas mais comuns, perdendo apenas para as leucemias. O MM é
uma doença neoplásica de células linfoides B maduras, causada pela
proliferação desregulada e clonal de plasmócitos na medula óssea. O
desenvolvimento de fármacos com novos mecanismos de ação contra as
células malignas, como os imunomoduladores, anticorpos monoclonais e os
inibidores de proteassoma têm sido de grande importância clínica para
pacientes recidivados e refratários. Este estudo tem como objetivo fornecer
uma visão geral à comunidade acadêmica farmacêutica da eficácia e
segurança do carfilzomibe (Kyprolis®
), inibidor de proteassoma, em
combinação com a dexametasona, nova opção de tratamento aprovada no
primeiro semestre de 2019 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(Anvisa), para pacientes com MM recidivado ou refratário. O levantamento
bibliográfico foi feito com base em ensaios clínicos randomizados, abertos,
multicêntricos publicados em artigos científicos nas seguintes bases de dados
online: SciELO, LILACS, PubMed e registros publicados pelo Ministério da
saúde e ANVISA. A literatura destaca que o tratamento do MM com
carfilzomibe associado à dexametasona é uma terapêutica inovadora, indicado
para pacientes com MM recidivado e refratário. O carfilzomibe tem a
capacidade de retardar a proliferação e induzir apoptose das células
plasmáticas anômalas e também mostra superioridade sobre o bortezomide,
tanto em eficácia quanto em toxicidade. Como uma opção robusta de terapia
de resgate, o carfilzomibe oferece melhores resultados de sobrevivência e
maior segurança para os pacientes quando comparamos com as terapias
menos recentes. Por outro lado, a administração de carfilzomibe em pacientes
idosos e com comprometimento cardiovascular deve ser feita com cautela
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