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DIREITO |
DESENVOLVIMENTO DA SINDROME DE BURNOUT NO TRABALHO
DOCENTE: UMA PERSPECTIVA EXISTENCIAL SARTREANA
Esse trabalho tem como objetivo compreender o desenvolvimento do fenômeno da síndrome
de burnout na perspectiva existencialista de Sartre, utilizando como referência um dos
principais autores brasileiros que trabalha o tema de sofrimento psíquico no trabalho e professor
da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UFRJ), Fernando José Gastal de Castro.
A síndrome de burnout ela é caracterizada pela exaustão emocional, despersonalização do
indivíduo e pela perde da realização pessoal, e como todas essas dimensões estão relacionadas
ao âmbito profissional e como essa síndrome estar mais aparente em profissões que prestam um
serviço assistencialista e de cuidado, como é o caso do trabalho do docente. Para compreender
melhor essa dinâmica do aparecimento da síndrome de burnout em professores utilizamos de
conceitos existenciais para comentar conceitos da identidade do ser professor na sala de aula e
na sociedade e quais a suas realidades vivenciadas mediante a uma idealização de sua profissão
como ela pode favorecer a busca para projetos futuros como uma satisfação pessoal. Durante a
pesquisa observamos que existe uma busca de um projeto futuro do ser humano e que isso pode
estar relacionado as influências de uma relação da historicidade do sujeito e que esse projeto de
ser é uma reprodução do ser profissional em relação as questões subjetivas existenciais, ou seja,
faz da profissão uma forma de existência de si. Quando esse fracasso do projeto de ser é
favorecido pelas impossibilidades organizacionais evidenciadas, como é caso de baixos
recursos e falta de autonomia por parte da instituição para os profissionais, podemos aí começar
a aparecer todas as dimensões para um possível desenvolvimento da síndrome de burnout.
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