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FÍSICA
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DESMISTIFICANDO O IMAGINÁRIO SOCIAL A RESPEITO DA
HANSENÍASE: VISÃO DA ENFERMAGEM

A hanseníase é uma doença crônica infectocontagiosa causada pelas
bactérias Mycobacterium leprae ou Mycobacterium lepromatosis que provoca lesões
cutâneas com alteração na sensibilidade térmica e dolorosa do indivíduo e, quando
não tratada corretamente, pode causar deformidades e incapacidades físicas. Com
isso, tais incapacidades físicas do indivíduo somadas aos problemas psicossociais
oriundos dos estigmas sociais acerca da doença e exclusão social, geram transtornos
à vida do paciente. Objetivos: Descrever os estigmas sociais acerca da hanseníase
e identificar na literatura o papel do enfermeiro na desmistificação destes estigmas e
suas ações para reverter tal cenário de preconceito. Método: Revisão integrativa com
pesquisa realizada na Biblioteca Virtual em Saúde, no período dos meses de maio e
junho de 2021, contemplando as bases de dados LILACS, BDENF, MEDLINE e
IBECS, em que encontrou-se um total de 2.816 publicações, com 1.015 disponíveis
integralmente, e destas, 64 foram selecionadas. Como critérios de inclusão, elencouse: artigos originais, com texto completo disponível, nos últimos dez anos, nos idiomas
português, inglês e espanhol, que abordassem a temática proposta pelo estudo e
escritos por enfermeiros; já para critérios de exclusão, estabeleceu-se: artigos do tipo
revisão e publicações em duplicidade. Após elencar os critérios de inclusão e
exclusão, 27 produções foram consideradas aptas para a revisão. Resultados: Os
anos com mais publicações foram 2019 e 2011 (n=4; 14,8%), houve uma abundância
de estudos de natureza qualitativa (n=21; 77,8%) e, consequentemente, uma
prevalência do nível 4 de evidência (n=24; 89%). O Brasil foi o país com maior número
de produções (n= 23; 85,2%), sendo sete destas produzidas no estado do Rio de
Janeiro (n=7; 30,4%). As vertentes dos estigmas sociais identificadas na revisão
integrativa foram referentes às crenças religiosas, à imagem corporal, à
transmissibilidade da doença e à eficácia do tratamento. Tais vertentes guiaram a
categorização dos estudos, em que os estigmas relacionados à transmissibilidade
foram os que obtiveram maior prevalência, (n=24; 88,8%).

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ISSN: 2446-9467 QUALIS NÍVEL B5 (2015) em Educação Física -  Educação - Interdisciplinar

ISSN: 2763-7603 QUALIS NÍVEL B3 em Educação - Educação Física - Fisioterapia - Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional - Interdisciplinar

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ISSN: 2763-7603 - Publicação Online

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