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EFEITO DA DEXAMETASONA NO TRATAMENTO DA DOENÇA
RESPIRATÓRIA INDUZIDA PELA INFECÇÃO DO NOVO
CORANAVÍRUS SARS-CoV-2
O novo coronavirus SARS-CoV-2 é o agente etiológico da COVID-19, doença
caracterizada por manifestações clínicas, como pneumonia, linfopenia,
dificuldade respiratória grave e tempestade de citocinas. Aproximadamente
20 % das pessoas infectadas desenvolvem a forma grave da doença, que
podem levar ao óbito em decorrência das complicações ligadas à Síndrome
Respiratória Aguda Grave (SRAG). Esse virus desafiou sistemas de saúde em
todo o mundo e unificou a comunidade científica na busca de medidas
preventivas e de estratégias terapêuticas adequadas. Contudo, nenhuma
terapia até o momento se mostrou eficaz com exceção da dexametasona,
glicocorticoide que foi aprovado pela Organização Mundial de Saúde (OMS)
como o primeiro medicamento eficaz para o tratamento da COVID-19. O objetivo
deste trabalho foi levantar evidências científicas e clínicas disponíveis sobre a
eficácia da dexametasona no tratamento de pacientes com COVID-19. Para a
elaboração desta monografia foram utilizados artigos de revisão e artigos
científicos publicados com base em ensaios clínicos randomizados, abertos,
multicêntricos e comparativos pesquisados nas seguintes bases de dados:
Scientific Eletronic Library Online (SciELO) e National Library of Medicine
(PubMed). Além de informações retirados dos sites da OMS e Ministério da
Saúde (MS). Os estudos clínicos avaliados nesta revisão apontam que a
dexametasona é eficaz em reduzir a mortalidade de pacientes graves
hospitalizados com SRAG induzida pela infecção por SARS-CoV-2. No entanto,
não é recomendada para pacientes com sintomas leves devido ao risco de
ocasionar agravamento da infecção em consequência da elevação da carga
viral.
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