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ENTRE O MEDO DE SER VISTO E A NECESSIDADE DE PERTENCER:
A ANSIEDADE SOCIAL NA ADOLESCÊNCIA
A adolescência, representa um período de muitas transformações internas e externas,
no qual o sujeito transita entre a dependência infantil e a autonomia adulta. Esse
processo gira em torno do enfrentamento de conflitos emocionais, mudanças
corporais aceleradas e novas responsabilidades sociais, que influenciam diretamente
a percepção que o adolescente constrói sobre si mesmo. O objetivo geral consiste em
analisar a ansiedade social na adolescência, considerando suas manifestações,
fatores associados e implicações no desenvolvimento emocional, social e escolar dos
adolescentes. A metodologia adota uma abordagem qualitativa de caráter
bibliográfico, fundamentada na análise de produções científicas nacionais que
discutem adolescência, identidade, pertencimento e ansiedade social. Para isso,
foram consultadas bases de dados como SciELO, PePSIC, Google Acadêmico e
periódicos CAPES. Fatores biológicos, psicológicos e socioculturais contribuem para
o desenvolvimento da ansiedade social, assim como dinâmicas familiares,
expectativas escolares e pressões estéticas e digitais. Evidencia-se que esse
transtorno compromete habilidades sociais, desempenho acadêmico, autoestima e
participação coletiva, podendo gerar isolamento e sofrimento emocional significativo.
Compreender a ansiedade social na adolescência significa reconhecer a delicadeza e
a profundidade desse momento no ciclo de vida desses adolescentes. O sofrimento
do adolescente não deve ser minimizado nem romantizado, mas acolhido em sua
complexidade. Investir em práticas preventivas, em ambientes acolhedores e em
abordagens terapêuticas sensíveis à realidade de cada adolescente é um caminho
não apenas para reduzir o impacto da ansiedade.
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