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ESTRATÉGIA MULTIMODAL DE HIGIENE DAS MÃOS COMO INDICADOR DE SEGURANÇA DO PACIENTE NA PRÁTICA DE ENFERMAGEM DE RECÉM-FORMADOS.
As Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS) representam um dos principais desafios da saúde pública mundial, estando associadas ao aumento da morbimortalidade, à prolongação do tempo de internação e à elevação dos custos assistenciais. A higienização das mãos é reconhecida como a medida isolada mais eficaz para a prevenção dessas infecções, sendo considerada um indicador essencial de segurança do paciente. Nesse contexto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) propôs a Estratégia Multimodal de Higiene das Mãos, fundamentada em cinco componentes interdependentes: mudança no sistema, educação e capacitação, monitoramento com devolutiva, lembretes no ambiente de trabalho e cultura institucional de segurança. O presente estudo trata-se de uma revisão integrativa da literatura que teve como objetivo analisar o conhecimento e a percepção dos profissionais de enfermagem recém-formados acerca da Estratégia Multimodal de Higiene das Mãos, identificando os fatores estruturais, organizacionais e educacionais que interferem em sua aplicação nos serviços de saúde. A busca foi realizada nas bases de dados PubMed, SciELO e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), seguindo as seis etapas propostas por Mendes, Silveira e Galvão (2008). Foram incluídos 15 estudos publicados entre 2013 e 2025, analisados à luz da Teoria Ambientalista de Florence Nightingale. Os resultados evidenciaram que a implementação simultânea dos cinco componentes multimodais favorece melhorias sustentáveis na adesão à higiene das mãos, com aproximadamente 80% dos estudos relatando melhoras significativas após intervenções estruturadas. Os profissionais recém-formados foram identificados como grupo particularmente vulnerável, enfrentando dificuldades na aplicação de protocolos devido à combinação de fatores individuais, organizacionais e estruturais presentes no início da vida profissional. Conclui-se que o suporte institucional, a educação permanente e o acolhimento do profissional em início de carreira são requisitos indispensáveis para a consolidação de práticas
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