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O CORPO NA CONTEMPORANEIDADE:
CONSUMO E SOFRIMENTO
Homens e mulheres buscam progressivamente recursos para acentuar a
valorização da imagem pessoal, pensar a como esta relação do “culto ao corpo” e
consumo estabelece-se em nossa sociedade, percebe-se de modo prioritário nos
consultórios de Psicanálise, em uma tentativa de esclarecimento das notórias
mudanças na construção das subjetividades dos sujeitos. O anseio pelo corpo
perfeito e a aquisição dos bens de consumo, cada vez mais variados, parecem
ser a solução para superar qualquer problema ou corresponder a qualquer
expectativa. Visto pelos veículos midiáticos como algo que possa ser modificado
ou manipulado com grande facilidade o corpo na contemporaneidade apresenta o
objeto de desejo e de grande investimento e em consequência desta relação do
sujeito com o corpo estabelece uma relação de intenso consumo. Entendemos
que esses estímulos midiáticos e a cobrança social em relação aos padrões préestabelecidos como ideais afetam de forma significativa a maneira como esses
indivíduos almejam socialmente inserção social. O presente trabalho tem como
objetivo compreender a relação de consumo estabelecida pelos sujeitos e
entender o fenômeno “culto ao corpo”, a partir da explanação de como a mídia
exerce forte influência nesse comportamento, como a medicalização no ocidente,
o capitalismo e as atuais narrativas do mal-estar influenciaram nesse processo.
Propõem, inclusive, que o sofrimento psíquico possivelmente seja proveniente de
uma tentativa frustrante de alcançar, de modo obstinado, esses padrões sociais
impostos. Ademais, mostrar as formas de sofrimento que acometem os sujeitos
contemporâneos.
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