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EDE UNICSUL |
O Legado da Rio 2016.
Pela primeira vez a América do Sul sediou dois dos maiores eventos esportivos do mundo: as Olimpíadas
e Paralimpíadas, a Rio 2016, que ocorreu na cidade do Rio de Janeiro. Os objetivos estratégicos contidos
no Plano de Gestão da Sustentabilidade dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 possuem três
pilares que estão alinhados com os princípios de desenvolvimento sustentável e em nosso estudo focamos
nosso olhar ao segundo pilar: pessoas, cujo objetivo estratégico foi: “Pessoas: planejamento e execução
dos Jogos Rio 2016, de forma inclusiva, entregando jogos para todos”. É comum, depois de grandes
eventos, fazer um balanço entre o prometido/planejado e seus resultados, bem como se há algum legado
para sociedade, com isso, o objetivo principal deste artigo é discutir o legado deixado pela Rio 2016 -
Olimpíada e Paralimpíada que aconteceram em 2016 na cidade do Rio de Janeiro, sob a ótica da inclusão
com foco na acessibilidade e suas dimensões. A metodologia adotada foi pesquisa documental tendo
como pilares a Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento - Rio 1992; Carta da Terra;
Constituição Federal de 1988; Lei Brasileira de Inclusão (Lei n. 13.146/2015); Decreto n. 5,296/2004
que estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas com
deficiência ou com mobilidade reduzida; bem como a Norma 9050 da ABNT (BRASIL, 2004b, 2015)
que versa sobre a acessibilidade em edificações, de mobiliário, espaços e equipamentos urbanos. No que
se refere à teoria, nosso principal aporte foi dado por Eduardo José Manzini (2014), no artigo intitulado:
Considerações Teóricas sobre Acessibilidade: da definição às considerações atuais, fruto de anos de
pesquisa sobre o tema. Já no que se refere à realidade, nossa busca foi por depoimentos, vídeos,
fotografias que nos dessem subsídios de análise e discussão a respeito do legado da Rio 2016, tais como o
Portal Brasil; G1 - globo.com; Jornal o Globo, dentre outros. Em nossas pesquisas observamos
que o maior legado deixado pela Rio 2016 é invisível, imaterial e que está intimamente
relacionado à atitude das pessoas (acessibilidade atitudinal), e que esta, irá amadurecer e
se transportar para o cotidiano dos brasileiros. Entretanto ousamos afirmar que a Rio
2016 foi uma ponte para um novo olhar, não só relacionado ao esporte, mas voltado às
diferenças e ao respeito ao outro enquanto ser humano e suas potencialidades.
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