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O PSICÓLOGO E A DEMANDA AFETIVA EM CRIANÇAS ABRIGADAS:
LIMITES E POSSIBILIDADES
Este trabalho tem por objetivo compreender como funciona o processo de
institucionalização em crianças que são retiradas de seus lares via Conselho Tutelar
ou quando são abandonadas ainda bebês por seus pais, ficando privadas do carinho
e afeto materno. A pesquisa fundamenta-se na teoria do apego de John Bowlby e no
livro Privação e Delinquência de Donald Winnicott. Os autores afirmam o quanto é
importante esse contato primário com as mães e como são desenvolvidos os
vínculos afetivos entre crianças e seus cuidadores. Segundo os autores os efeitos
de uma má vinculação e a falta de afeto materno podem levar a criança a ter
dificuldades de relacionamento na vida adulta ou levar a comportamentos
antissociais e delinquência, que não necessariamente sejam um desvio de caráter,
mas sim processos que foram internalizados durante a primeira infância. O referido
trabalho também traz condições e possibilidades de atuação do profissional
psicólogo através do articulação entre prática e teoria dentro do descrito no Estatuto
da Criança e do Adolescente (ECA), assim como as normas estabelecidas pelo
Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (CONANDA) e
instituições de acolhimento de crianças que sofreram abusos, que estão em risco
social e afetivo ou que tiveram seus direitos violados.
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