top of page
Bottom

DIREITO |
REVISÃO SOBRE A EFICÁCIA DO REMDESIVIR, PRIMEIRO
ANTIVIRAL APROVADO CONTRA A COVID-19
O coronavírus SARS-CoV-2, agente etiológico da COVID-19, é o responsável por
um dos maiores desafios da saúde pública mundial, devido às graves
consequências das lesões induzidas pela infecção. A busca por medicamentos
que possam reduzir seus efeitos clínicos tem estimulado pesquisadores a
investigar diversos alvos farmacológicos com o objetivo de conter, de forma
segura, as implicações patológicas induzidas pela infecção. Várias tentativas
foram feitas através do reposicionamento de fármacos que pudessem ajudar no
controle do vírus. O remdesivir foi um dos primeiros antivirais testados nos ensaios
clínicos para o tratamento da COVID-19. No entanto, os benefícios e a eficácia do
remdesivir têm levantado muita polêmica, principalmente depois da sua
reprovação pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O objetivo deste trabalho
foi revisar as evidências clínicas sobre a eficácia e segurança do remdesivir para
o tratamento de pacientes com complicações decorrentes da COVID-19. Para
construção deste estudo, foram utilizados artigos científicos originais e ensaios
clínicos controlados, randomizados e comparativos que avaliaram os efeitos
clínicos do remdesivir. A triagem dos artigos utilizados para esta revisão foi
realizada com o auxílio das bases de dados online: Scielo (Scientific Electronic
Library Online), PubMed (US National Library of Medicine National Institutes of
Health), Google acadêmico e dos sites de órgãos governamentais e serviços de
saúde OMS e Agência de Vigilância Sanitária (ANVISA). Esta monografia, através
da análise dos principais estudos clínicos disponíveis, reuniu evidências que há
baixa confiança sobre a eficácia do remdesivir, pois os estudos apresentam muitas
discrepâncias e importantes limitações metodologias. Além disso, o perfil de
segurança, mostra que o medicamento está associado a aumento de risco de
bradicardia, o que o torna limitado para o manejo clínico da COVID-19. Dessa
forma, há necessidade que sejam feitos mais estudos que possam esclarecer os
pontos em aberto, antes que o remdesivir seja eleito como antiviral para o
tratamento da COVID-19
Top
bottom of page
