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EDE UNICSUL |
Violência contra a mulher em tempos de COVID-19:
aplicações da abordagem fenomenológica-existencial
O termo violência doméstica é utilizado para caracterizar todos tipos de violência
que ocorrem no ambiente familiar. Especificamente, a violência doméstica contra
mulher, é marcada pela sua desvalorização dentro da sociedade, ela está atrelada
aos papéis de gênero, onde o homem é o detentor do poder e a mulher é aquela que
deve obedecê-lo, mesmo contra as suas próprias vontades. Isso ocorre, pois, a
mulher na sociedade sempre foi colocada em segundo plano, condicionada a um
grau submisso, sendo oprimida de várias formas, quando não objetificada ou
escravizada. Com a pandemia de Covid-19 e a necessidade de existirem isolamento
social e lockdown, os números de violência doméstica contra a mulher, que já eram
altos no Brasil, aumentaram. Nesse contexto, o objetivo geral desse trabalho é
compreender as possíveis aplicações da abordagem fenomenológica-existencial
para as mulheres vítimas de violência doméstica no período da pandemia da Covid19. Como objetivos específicos, esse trabalho possui: Analisar os fatores de risco da
violência doméstica contra mulher em tempos da pandemia da Covid-19; evidenciar
as consequências emocionais e comportamentais decorrentes do período da
pandemia da Covid-19 e da violência doméstica para as mulheres; Apresentar
conceitos e princípios da abordagem fenomenológica-existencial; Identificar o papel
da abordagem fenomenológica-existencial e das suas técnicas nas situações de
violência doméstica, no período da pandemia da Covid-19. Para isso, foi escolhida
uma metodologia de revisão de literatura. Ao lidar com esse momento de ruptura,
em que as mulheres procuram o setor de saúde, a Psicologia, representa um papel
fundamental, uma vez que a abordagem fenomenológica-existencial consegue
incentivar a mulher a sair desse ciclo de violência, mas também ajudá-las a
encontrar sua identidade novamente, que pode ser perdida em meio a agressões
constantes e por períodos prolongados.
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