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VIOLÊNCIA DOMÉSTICA CONTRA MULHERES EVANGÉLICAS
Objetivamos neste trabalho abordar o tema da violência doméstica, mais especificamente
aquela que incide sobre a mulher evangélica. A discussão traz um contorno de gênero, que se
reproduz e perpetua entrelaçadas às categorias analíticas classe, raça e etnia. Ao tratar da
opressão das mulheres dentro da Igreja, refletimos sobre como aquilo que poderia ser tido
como “valores” e “virtudes” se transformaram em mecanismos de opressão e humilhação.
Refletimos sobre as violências expressas na religião por meio de signos, ritos e palavras,
especificamente na religião evangélica. De como a religião cristã, enquanto sistema
simbólico, estruturante, influencia a construção da visão de mundo ocidental de seus
frequentadores, assim como é capaz de legitimar e perpetuar ideias patriarcais que deixam as
mulheres em um papel secundário, dentro da sua família, na própria igreja e na sociedade em
geral. Buscamos ainda esclarecer por que a naturalização de ideias que discriminam e
inferiorizam as mulheres tão implícitas na reprodução de uma lógica fundamentalista, que
invisibiliza e silencia a voz das mulheres, permitindo a perpetuação dos papéis socialmente
construídos ao longo da História. Para o alcance do objetivo proposto, tratamos sobre a
história dos movimentos feministas no Brasil e sua importância para a construção dos
movimentos sociais. Também abordaremos a importância da Lei Maria da Penha, seus limites
e suas contribuições para a legislação no país, assim como o ciclo de violência vivido pelas
mulheres. Este estudo ainda nos possibilitou identificar que há políticas e normativas voltadas
para a mulher e que dão todo o suporte para que sejam auxiliadas e possam romper com a
situação de violência em que vivem.
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