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VISÃO GERAL DA EFICÁCIA E SEGURANÇA DOS INIBIDORES
DE TIROSINA QUINASE BCR-ABL NO TRATAMENTO DA
LEUCEMIA MIELOIDE CRÔNICA
A leucemia mieloide crônica (LMC) é uma neoplasia mieloproliferativo de
células tronco hematopoiéticas progenitoras primitivas, associada à translocação
recíproca que ocorre entre os braços longos dos cromossomas 9 e 22, e cria um
cromossoma quimérico chamado de cromossomo Philadelphia e um gene de
fusão BCR-ABL, que sistematiza uma proteína com a função de tirosina quinase
elevada. O entendimento de que a proteína tirosina quinase é crítica para a
transcrição gênica do gene BCR-ABL, foi importante para o direcionamento da
descoberta de inibidores de tirosina quinase (ITQs) BCR-ABL, que sem dúvida
revolucionaram o tratamento da LMC, acumulando um histórico de sucesso e
mudando drasticamente o manejo clínico da doença. O objetivo deste trabalho foi
realizar uma revisão narrativa sobre a eficácia e segurança dos ITQs BCR-ABL no
tratamento da leucemia mieloide crônica. Para o desenvolvimento desta revisão
foram selecionados artigos científicos nas plataformas de dados online: Scielo
(ScientificElectronic Library Online), PubMed (US National Library of Medicine
NationalInstitutesof Health), Google acadêmico e os sites de órgãos
governamentais e serviços de saúde OMS, Ministério da Saúde, INCA (Instituto
Nacional de Câncer) e ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). A
revisão realizada nesta monografia apontou que a introdução terapêutica dos
ITQs BCR-ABL por via oral revolucionou e melhorou o manejo clínico da LMC. O
imatinibe, medicamento de primeira geração dessa classe, oferece aos pacientes
eficáciae respostas terapêuticas mais duradouras.No entanto, nas fases mais
críticas da doença é comum a ocorrência de resistência ou intolerância ao
imatinibe. Dessa forma, novos inibidores mais potentes da tirosina quinase ABL
de segunda (dasatinibe e nilotinibe) e terceira (bosutinibe e ponatinibe) gerações
foram desenvolvidos, possibilitando respostas terapêuticas mais rápidas, maior
sobrevida e uma melhor qualidade de vida. A síntese desses novos
medicamentos ampliou as opções para o tratamento da LMC e também
permitiram uma maior individualização terapêutica de acordo com a necessidade
clínica de cada paciente. Apesar do sucesso da terapia com os ITQs BCR-ABL na
LMC, as novas mutações específicas no domínio da quinase que podem surgir
nos clones leucêmicos podem levar à resistência, o que torna necessária a busca
por outras opções terapêuticas.
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